30/09/2026
15 escritórios. Nenhum do Rio Grande do Sul.
Confesso que essa lista da Exame me fez parar para pensar.
Não porque eu ache que uma seleção precise obrigatoriamente ter um gaúcho. Nem porque os profissionais escolhidos não sejam excelentes.
A questão é outra.
Quando falamos em “nova arquitetura brasileira”, quem estamos enxergando?
O Brasil é enorme.
Temos arquitetos incríveis produzindo no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Profissionais pesquisando materiais locais, enfrentando diferentes climas, culturas, realidades econômicas e formas de morar.
No próprio ArchDaily, encontramos em 2026 projetos de escritórios de Porto Alegre entre os candidatos ao Prêmio Obra do Ano, como AT Arquitetura, TOB Arquitetura, Biazus Arquitetura e Atelier Aberto.
E isso não signif**a que esses escritórios deveriam estar na lista da Exame.
Signif**a que uma fotografia nunca mostra o país inteiro.
Por isso, mais do que questionar quem entrou ou quem ficou de fora, eu quero entender:
quais critérios fazem um escritório ser percebido como referência da nova arquitetura brasileira?
É qualidade da obra?
É inovação?
É premiação?
É comunicação?
É presença digital?
É circulação nacional?
É relacionamento?
É estar próximo dos grandes centros?
Ou um pouco de tudo isso?
Porque existe uma coisa que eu tenho certeza:
a boa arquitetura brasileira não está concentrada em um único lugar.
Ela está sendo feita do Oiapoque ao Chuí.
E talvez esteja na hora de a gente olhar para além do eixo que tradicionalmente concentra os holofotes.
Quero saber de vocês: qual escritório ou arquiteto brasileiro, fora desse circuito mais óbvio, você acha que merece estar no radar nacional?
Me conta nos comentários. Quero descobrir nomes que talvez ainda não estejam recebendo a visibilidade que merecem.