11/08/2026
Análises sensoriais realizadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), após determinação judicial em ação civil pública movida pelo Ministério Público em São Paulo, identificaram divergências na classificação de azeites comercializados no Brasil. Segundo os laudos citados, produtos de marcas como Andorinha, Gallo, Borges, Gomes da Costa, Filippo Berio e Carrefour, apresentados nos rótulos como extravirgens, foram classificados nas amostras examinadas como azeites virgens. Já amostras das marcas Costa D’Oro e Terras de Camões teriam sido classificadas como lampantes, categoria considerada imprópria para consumo direto.
Os resultados reacenderam o debate sobre a fiscalização do setor. O Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva) defende maior controle sobre os azeites importados vendidos como extravirgens no mercado nacional, para assegurar que a classificação apresentada ao consumidor corresponda às características efetivamente verificadas no produto. A diferença é relevante porque a categoria extravirgem representa o padrão de maior qualidade e exige o atendimento de parâmetros específicos, inclusive sensoriais.
O caso também chama atenção para o impacto direto sobre o consumidor, que pode pagar por um produto de categoria superior e receber um azeite com classificação diferente daquela indicada na embalagem. Os resultados mencionados referem-se às amostras efetivamente submetidas às análises e, portanto, não permitem generalizar automaticamente a conclusão para todos os lotes ou produtos comercializados pelas marcas citadas.
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